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Mostrando postagens de dezembro, 2018

Balanços e ano novo

Fazer balanços é um exercício de tentar entender as intervenções milagrosas do Senhor na nossa rotina, das escolhas corretas e equivocadas que fizemos ao longo do caminho. Onde acertamos, onde erramos, onde fomos disciplinados, onde fomos treinados, onde recebemos mais que o merecido e onde obtivemos resultados esperados de acordo com nossos reforços. O que fizemos e o que queremos fazer ainda. Balanços. Fazendo balanços de 2018 e pensando nas resoluções para 2019, lendo o último livro para esse ano e planejando as leituras para o próximo, tenho um encontro com Isaque. Aquele mesmo, filho de Abraão, irmão de Ismael, pai de Israel, esposo de Rebeca, herdeiro da promessa feita a Abraão. O rapaz quase entregue em sacrifício quando ainda era um menino, tem sua história brevemente contada em alguns capítulos do livro de Gênesis. Poderia ter me encontrado com ele antes? Sim, poderia. Mas não teria o impacto que teve agora. *** O menino Isaque aprendeu desde muito cedo sobre o Deus da pr...

Afetados

'Que Teu afeto me afetou é fato' se não fosse O Teatro Mágico cantando, talvez eu nunca tivesse chegado a tão sucinta oração cheia de significado. *** Não são poucas as coisas capazes de afetar a gente, abalar nossas estruturas e bagunçar nossas crenças. O natural é sermos medonhamente feridos na convivência com pessoas perturbadas, desorientadas, constantemente em crise, imersas em dilemas mal resolvidos. Mas, todo sofrimento humano pode ser superado. Uma hora vira força aquilo que antes foi fraqueza e desencadeou crises de choro e tristeza. Superamos cada obstáculo simplesmente porque instintivamente lutamos pela sobrevivência, pela vida e pela continuidade. *** No entanto, há um tipo de abalo do qual somos incapazes de superar. Um tipo de abalo que nos modifica por inteiro, de dentro para fora, não há recuperação, não há resiliência que nos faça voltar ao estado anterior ao abalo. É o abalo do encontro real, o encontro no tempo e no espaço, o encontro objetivo com J...

Um esposo-pastor pra chamar de meu

"O que uma garota precisa saber antes de querer casar-se com um pastor?" "Por que seria melhor você não querer casar-se com um pastor?" "Coisas que você precisa saber antes de decidir que quer casar com um pastor" Possíveis títulos norteadores do assunto sobre o qual me proponho a opinar, com um leve conhecimento de causa. Até hoje me surpreende a quantidade de moças solteiras que, abertamente ou não, desejam casar-se com pastores. Para mim não faz sentido prático algum almejar tal coisa. Algumas, não poucas, amigas minhas nutrem esse desejo no coração e sempre evito entrar no assunto, no máximo faço umas perguntas que podem ajudá-las a pensar se é isso mesmo que elas querem. Na maioria das vezes, noto, elas não fazem ideia do que se trata casar-se com um pastor. Gostaria de dizer-lhes claramente ei, você está se iludindo mas isso me parece rude. Elas destoam de outras amigas cuja personalidade, postura, vocação, até mesmo sonhos, parecem se encaixar no...

Alegria fundamentada

Bem, "alegria fundamentada" ocorreu-me, cronologicamente falando, depois de umas reflexões sobre "alegrias esquisitas" , mas ainda estou ruminando tal conteúdo antes de conseguir parir em palavras. Por hoje estou contente por conseguir escrever acerca de alegrias fundamentadas ou, pelo menos, da alegria fundamentada do profeta Habacuque. Tenho um apego especial pelos profetas menores por isso, no início de 2018, decidi dedicar uma atenção especial a eles para tentar entender com mais clareza o que aqueles homens estavam falando e tirar do texto bíblico a relevância do ministério deles para minha vida hoje, no século 21, em 2018. Bem, funcionou. Como já diria Paulo "toda escritura é útil para nos ensinar" II Timóteo 3:16.  Em tempos de angústia, crises e perdas, quando o caos ocupa todo espaço da nossa visão, quando todas as coisas importantes e valiosas para nós estão sob ameaça e nos sentimos completamente inaptos a protegê-las, inaptos a garantir um...

A Jornada da Liberdade (considerações)

Esse texto é fruto de um pedido. Um feliz pedido! Pediram-me por uma opinião crítica ao livro A Jornada da Liberdade do Fagner Borges, fundador do movimento freesider . Na verdade, não só sobre o livro mas sobre essa onda de livros, palestras e cursos sobre sucesso, autoconhecimento, alta performance e esse universo rico de promessas fabulosas; no sentido que você quiser adotar para 'fabulosa'. Vamos traçar quatro pontos de discussão, começando pelo início (risos). ** CULTURA O livro inicia traçando um breve retrato do que é a vida do trabalhador médio brasileiro. Não falo daquelas pessoas excluídas do mercado de trabalho, nem dos abastados, falo da grande massa empregada, assalariada. Pessoas que empregam 8h a 12h de trabalho diário, usam transporte público, moram longe do trabalho e estão diariamente preocupadas com o vencimento dos boletos. Essas pessoas estão longe demais de morrerem por fadiga, como alguns irmãos do meu avô materno morreram na roça, enquanto trabalha...

Laura, língua solta

Laura me contava a história de uma colega de sala, com a empolgação de quem conta algo instigante sendo, no caso, um acontecimento trágico; trágico pelo menos para a garota cujo nome nem me lembro. A companhia não era das melhores mas Laura era minha amiga desde a faculdade, mantê-la por perto, mesmo tendo dificuldade em ouvir seus assuntos intermináveis sobre outras pessoas, era um jeito de treinar minha paciência e a habilidade do que chamo de aceitação . Realmente, mesmo hoje, me sinto uma humana melhor a cada trinta minutos de conversa com ela. Não conversa exatamente, só jogo o novelo e passo o resto do tempo mudando a bolinha de lugar, enquanto ela se diverte tagarelando sobre a vida alheia e suas opiniões sobre o que as outras deviam fazer nas mais diversas situações. De vez em quando é quase inevitável fugir, em pensamento, para as entregas da semana ou a falta de entregas previstas para o próximo mês. Também acho esquisito que seja preferível pensar nas contas a pagar do que m...

Qual era o Signo de Jesus?

Um documentário de 20min na Netflix e uma enxurrada de vídeos no YouTube sobre os signos do zodíaco (re)despertaram uma curiosidade antiga, da fase dos 14 anos. Quem nunca fuçou um jornal ou revista para ver qual é seu signo ou consultou o horóscopo do dia? Você não? Eu sim! Na adolescência tive contato com astrologia e tão logo iniciei com o pé da curiosidade ouvi que "isso não é coisa de crente!" . Com o pé da 'vontade de fazer a coisa certa' parei de ver 'essas coisas'. Pois bem, semana passada revisitei a curiosa garotinha das 14 anos e, hoje, aos 23 posso eu dizer com todas as letras: signo é coisa de crente sim! Crente mal informado, acrescentemos assim. Mal informado não quer dizer mal intencionado, só quer dizer que às vezes a gente precisa discutir um pouco mais nossas crenças e aprofundar as raízes. Após uma semana consumindo o conteúdo estranho à minha fé, hoje na devocional da manhã (11h é manhã ainda!) apresentei a Jesus o que tinha ouvido, d...