Alegria fundamentada
Bem, "alegria fundamentada" ocorreu-me, cronologicamente falando, depois de umas reflexões sobre "alegrias esquisitas", mas ainda estou ruminando tal conteúdo antes de conseguir parir em palavras. Por hoje estou contente por conseguir escrever acerca de alegrias fundamentadas ou, pelo menos, da alegria fundamentada do profeta Habacuque.
Tenho um apego especial pelos profetas menores por isso, no início de 2018, decidi dedicar uma atenção especial a eles para tentar entender com mais clareza o que aqueles homens estavam falando e tirar do texto bíblico a relevância do ministério deles para minha vida hoje, no século 21, em 2018. Bem, funcionou. Como já diria Paulo "toda escritura é útil para nos ensinar" II Timóteo 3:16.
Em tempos de angústia, crises e perdas, quando o caos ocupa todo espaço da nossa visão, quando todas as coisas importantes e valiosas para nós estão sob ameaça e nos sentimos completamente inaptos a protegê-las, inaptos a garantir um futuro, uma estabilidade e segurança, nesses tempos quando fazemos coro com a Maysa "meu mundo caiu"; é completamente compreensível que nos rendamos ao famoso sentar e chorar. Habacuque, profeta de Deus, estava horrorizado com a destruição de sua nação diante de um exército inimigo cruel. Diante de homens violentos e idólatras, o profeta do Senhor achava inconcebível que Deus, por mais irado que estivesse com o pecado do Seu povo, permitisse uma completa destruição dele. Como um povo idólatra, violento, mau autossuficiente, cruel, poderia obter vitória e levar como escravo o povo do único Deus verdadeiro?
Diante das más notícias o profeta se apresenta diante de Deus com sua angústia e todas as suas dúvidas. Após despejar nEle suas crises e encerrar seu argumento, ele senta e espera a resposta. Espera como quem, conhecendo Deus, sabe que Ele se deixa ser encontrado e se permite o diálogo. Deus vem para a conversa com seu profeta confuso e chateado. Deus lhe faz promessas, Deus lhe dá visões, Deus explica a Habacuque que a História ainda não acabou. Ele vê o sofrimento do povo e no tempo certo, em um tempo que pode parecer demorado demais, algo novo vai acontecer e o povo será restaurado. Tenha paciência. Então, finalmente, entramos naquilo que chamo de alegria fundamentada.
Após a resposta do Senhor, o registro escrito nos apresenta um profeta alegre, esperançoso, um profeta que canta ao invés de lamentar! A alegria de Habacuque é fruto de um diálogo onde houve promessa de um futuro restaurado. Todo horror da guerra ainda estava diante dos seus olhos e ainda assim ele se achou seguro e forte por causa do Deus a quem confiava sua vida. A alegria de Habacuque estava fundamentada em promessas porque ele confiava na pessoa da promessa.
***
Sendo assim, o que fundamenta a alegria de um cristão é saber que Deus coordena o universo e a História. Saber que toda guerra, interna ou externa, não é um elemento estranho a Deus, que nada saiu do controle e não existe imprevisto para Ele. A segurança de saber que Deus já está no final da História e não estamos abandonados à própria sorte. Podemos nos alegrar porque Ele está exatamente aqui, ao nosso lado, assim como já está lá no fim; ambas as presenças, ao mesmo tempo. Se todo imprevisto nos causa inquietação podemos andar tranquilos porque nada fugiu aos olhos do Senhor. Querido leitor, não estamos em queda livre, estamos seguros na palma da mão de Jesus, se assim cremos. E se assim cremos, estamos livres para no meio do caos sentirmos paz.
A segunda coisa que fundamenta a alegria do cristão é a esperança de que há, de fato, um mundo vindouro onde tudo será consertado; sem lágrimas e sem dor. Todo horror presente tem dia marcado para acabar, na eternidade não passaremos por nenhum deles. Nenhuma derrota momentânea é eterna. Como canta o Marcos Almeida: toda dor é por enquanto. A esperança de Habacuque é que no tempo oportuno Deus iria resgatar Israel e destruir seu inimigo, a esperança do cristão é que Jesus virá resgatar a Igreja e destruir seu inimigo - nada mais, nada menos que Satanás; não o partido político, não a ideologia, não o vizinho, nem qualquer outra coisa - , assim como Habacuque, nós não sabemos quando irá acontecer mas sabemos que irá acontecer e assim como ele, iremos sofrer as consequências do atual período de tribulação. Nossa esperança na restauração de todas as coisas não nos impede de vivermos as crises atuais, mas nos livra do desespero, ancora nosso coração, nos mantém equilibrados e alegres.
Temos Jesus.
Temos um futuro seguro.
***
Eu espero que sua alegria ao pensar na suficiência de Jesus e na certeza de uma eternidade sem lágrimas, ganhe seu imaginário ao dormir, ao acordar e nos momentos de relaxamento. Que seus pensamentos sejam alimentados pela euforia momentânea de quando você é lembrado da constante presença do Senhor. Desejo que seu estado de humor seja alimentado por tais alegrias e desenvolva em você um coração seguro que experimenta paz. Desejo ainda que todo momento de tristeza e frustração seja vivido, depois substituído pela convicção de que Ele continua sendo bom e por isso você pode se alegrar no Deus da sua salvação.
Tenho um apego especial pelos profetas menores por isso, no início de 2018, decidi dedicar uma atenção especial a eles para tentar entender com mais clareza o que aqueles homens estavam falando e tirar do texto bíblico a relevância do ministério deles para minha vida hoje, no século 21, em 2018. Bem, funcionou. Como já diria Paulo "toda escritura é útil para nos ensinar" II Timóteo 3:16.
Em tempos de angústia, crises e perdas, quando o caos ocupa todo espaço da nossa visão, quando todas as coisas importantes e valiosas para nós estão sob ameaça e nos sentimos completamente inaptos a protegê-las, inaptos a garantir um futuro, uma estabilidade e segurança, nesses tempos quando fazemos coro com a Maysa "meu mundo caiu"; é completamente compreensível que nos rendamos ao famoso sentar e chorar. Habacuque, profeta de Deus, estava horrorizado com a destruição de sua nação diante de um exército inimigo cruel. Diante de homens violentos e idólatras, o profeta do Senhor achava inconcebível que Deus, por mais irado que estivesse com o pecado do Seu povo, permitisse uma completa destruição dele. Como um povo idólatra, violento, mau autossuficiente, cruel, poderia obter vitória e levar como escravo o povo do único Deus verdadeiro?
Diante das más notícias o profeta se apresenta diante de Deus com sua angústia e todas as suas dúvidas. Após despejar nEle suas crises e encerrar seu argumento, ele senta e espera a resposta. Espera como quem, conhecendo Deus, sabe que Ele se deixa ser encontrado e se permite o diálogo. Deus vem para a conversa com seu profeta confuso e chateado. Deus lhe faz promessas, Deus lhe dá visões, Deus explica a Habacuque que a História ainda não acabou. Ele vê o sofrimento do povo e no tempo certo, em um tempo que pode parecer demorado demais, algo novo vai acontecer e o povo será restaurado. Tenha paciência. Então, finalmente, entramos naquilo que chamo de alegria fundamentada.
Após a resposta do Senhor, o registro escrito nos apresenta um profeta alegre, esperançoso, um profeta que canta ao invés de lamentar! A alegria de Habacuque é fruto de um diálogo onde houve promessa de um futuro restaurado. Todo horror da guerra ainda estava diante dos seus olhos e ainda assim ele se achou seguro e forte por causa do Deus a quem confiava sua vida. A alegria de Habacuque estava fundamentada em promessas porque ele confiava na pessoa da promessa.
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Sendo assim, o que fundamenta a alegria de um cristão é saber que Deus coordena o universo e a História. Saber que toda guerra, interna ou externa, não é um elemento estranho a Deus, que nada saiu do controle e não existe imprevisto para Ele. A segurança de saber que Deus já está no final da História e não estamos abandonados à própria sorte. Podemos nos alegrar porque Ele está exatamente aqui, ao nosso lado, assim como já está lá no fim; ambas as presenças, ao mesmo tempo. Se todo imprevisto nos causa inquietação podemos andar tranquilos porque nada fugiu aos olhos do Senhor. Querido leitor, não estamos em queda livre, estamos seguros na palma da mão de Jesus, se assim cremos. E se assim cremos, estamos livres para no meio do caos sentirmos paz.
A segunda coisa que fundamenta a alegria do cristão é a esperança de que há, de fato, um mundo vindouro onde tudo será consertado; sem lágrimas e sem dor. Todo horror presente tem dia marcado para acabar, na eternidade não passaremos por nenhum deles. Nenhuma derrota momentânea é eterna. Como canta o Marcos Almeida: toda dor é por enquanto. A esperança de Habacuque é que no tempo oportuno Deus iria resgatar Israel e destruir seu inimigo, a esperança do cristão é que Jesus virá resgatar a Igreja e destruir seu inimigo - nada mais, nada menos que Satanás; não o partido político, não a ideologia, não o vizinho, nem qualquer outra coisa - , assim como Habacuque, nós não sabemos quando irá acontecer mas sabemos que irá acontecer e assim como ele, iremos sofrer as consequências do atual período de tribulação. Nossa esperança na restauração de todas as coisas não nos impede de vivermos as crises atuais, mas nos livra do desespero, ancora nosso coração, nos mantém equilibrados e alegres.
Temos Jesus.
Temos um futuro seguro.
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Eu espero que sua alegria ao pensar na suficiência de Jesus e na certeza de uma eternidade sem lágrimas, ganhe seu imaginário ao dormir, ao acordar e nos momentos de relaxamento. Que seus pensamentos sejam alimentados pela euforia momentânea de quando você é lembrado da constante presença do Senhor. Desejo que seu estado de humor seja alimentado por tais alegrias e desenvolva em você um coração seguro que experimenta paz. Desejo ainda que todo momento de tristeza e frustração seja vivido, depois substituído pela convicção de que Ele continua sendo bom e por isso você pode se alegrar no Deus da sua salvação.
Alegrai-vos sempre no Senhor, outra vez vos digo, alegrai-vos
A alegria brota no coração
De quem tem Cristo como seu salvador
Quem encontrou pela paz e perdão tem alegria no Senhor
Mesmo quando o tempo não comporta o sorrir
Quando o mundo todo está pra ruir
Há sempre um bom motivo para cantar
A alegria de viver
Paulo Carlos (painho)
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