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Mostrando postagens de outubro, 2018

Igreja não é a casa da Barbie

Uma amiga está vivenciando a saga de encontrar uma igreja para congregar. Conversamos essa semana sobre esse processo de conhecer uma comunidade e entender se é ali que devemos ficar, servir, nos engajar. Ela falava de uma comunidade específica que visitara cuja 'propaganda' despertara seu interesse. Aparentemente uma igreja que se propunha a ser relevante na sociedade, 'liberta de doutrinas, apegada à Palavra' (assunto para outro post). Uma igreja não identificada com qualquer denominação tradicional, na verdade, se propunha a captar o que há de melhor em todas elas, sempre mantendo o firme propósito de 'ser relevante' (ops, outro post também). Pensando sobre esse 'melhor dos mundos', algo me intrigou. Será possível obter 'o melhor' sem ter de lidar com 'o pior', logo ali, na outra face da moeda? Quanto maior a excelência e qualidade, maior fica a aparência do defeito. | Todo benefício carrega, inevitavelmente, uma deficiência. Já tá...

Esperas que enchem

Há uma espera pela qual suporto todo dia chato, toda chatice sua; pra não perder o laço no fim dessa minha linha. Há esperas tão vazias, desses tipos sufocantes de tanto nada, num ar raro de vida, ar impossível de brotar coisa alguma. Essas tais me solidificam na cadeira da sala de estar, enquanto dançam meus ponteiros de relógio de pulso, enquanto suo pelo calor da cidade quente, enquanto só espero essa espera passar. Te suporto na chatice de um chegada demorada, de brava fico triste e mal me aguento; ainda bem que estou sentada! Torço meu nariz ao ler sua carta recém chegada, num tom pra me desfazer inteira e enrolar minha garganta: 'levanta a bunda dessa cadeira, sua anta!'. Suas palavras polidas, bem pintadas e tão bem ditas reverberam assim, mal criadas dentro de mim, porque leio sob minha voz e ela está embargada, enfeitiçada, e raivosa agora. Constrangida e aperreada obedeço seu doce comando; mesmo quando negas me dizer quando essa bagunça passa, quando você chega, quand...