Qual era o Signo de Jesus?
Um documentário de 20min na Netflix e uma enxurrada de vídeos no YouTube sobre os signos do zodíaco (re)despertaram uma curiosidade antiga, da fase dos 14 anos. Quem nunca fuçou um jornal ou revista para ver qual é seu signo ou consultou o horóscopo do dia? Você não? Eu sim! Na adolescência tive contato com astrologia e tão logo iniciei com o pé da curiosidade ouvi que "isso não é coisa de crente!". Com o pé da 'vontade de fazer a coisa certa' parei de ver 'essas coisas'. Pois bem, semana passada revisitei a curiosa garotinha das 14 anos e, hoje, aos 23 posso eu dizer com todas as letras: signo é coisa de crente sim! Crente mal informado, acrescentemos assim.
Mal informado não quer dizer mal intencionado, só quer dizer que às vezes a gente precisa discutir um pouco mais nossas crenças e aprofundar as raízes. Após uma semana consumindo o conteúdo estranho à minha fé, hoje na devocional da manhã (11h é manhã ainda!) apresentei a Jesus o que tinha ouvido, dessa conversa saíram diversos esclarecimentos, dentre os quais descrevo abaixo. Conversamos sobre três importantes problemas, o primeiro do 'moral referencial', o segundo chamei de 'referencial criador', o terceiro de 'o problema da função da natureza'.
A posição dos astros celestes no dia e horário do meu nascimento determinam/influenciam minha personalidade, meu destino, minhas luzes e sombras, ou, defeitos e qualidades. Ao consultar meu mapa astral descubro o signo, a lua, o ascendente e tudo passa a fazer sentido... Bem, o problema dessa crença é: acreditando na minha origem como fruto da posição dos astros, então, minha origem é amoral não moral.
Se não há uma moral referencial geradora do meu ser, a quem devo dar conta das minhas sombras? Meus defeitos deixam de ser algo 'a ser resolvido' e passam a 'característica' ou como dizem uns 'desculpe, é que sou pisciana'. Se acredito em signos não tenho um ponto de referência para tratar minhas sombras, afinal, minha origem criadora está na posição dos astros e das estrelas. Minhas sombram deixam de ser fruto da minha rebelião contra Deus e passam a ser fruto da posição dos seres celestes. Minhas sombras perdem o caráter de pecado, ficam mais leves, afinal não é culpa da minha rebelião, é característica do meu signo.
Para um cristão é bastante problemático uma história capaz de amenizar a culpa moral real dos humanos diante do Deus Santo. A versão do cristianismo para o mal, para as sombras do homem, conta com a criação de um ser perfeito, feito à imagem e semelhança de alguém cuja moral é igualmente perfeita, nesse Criador não há sombras, assim, no homem não há sombras. Mas, após a rebelião do homem, sendo afastado do Pai das Luzes, há sombra. Há pecado. Há ofensa. Há quebra da moral perfeita. Se minhas sombras são justificadas pelo dia em que nasci e não porque estou em oposição a Deus, então terei sérias dificuldades em todo processo de santificação durante a vida presente.
Quem acredita em signo dificilmente pode carregar esperança. Pois tem um passado, um presente e um destino de sombra e luz, porque assim sua personalidade foi formada e não há nenhum motivo ou referencial para querer escapar de suas sombras. Para o cristão a história é outra. Nosso passado e futuro são de perfeita luz. Fomos criados perfeitos pelo perfeito Criador, nossas sombras são fruto da rebelião, fruto do afastamento da luz, nosso presente, nessa era, até o tempo da volta de Cristo é de luz e sombra, enquanto somos aperfeiçoados pelo arrependimento e perdão dos pecados. Nosso futuro é de luz, quando seremos glorificados e viveremos diante de Deus em perfeito estado de criação. Sem sombras, sem pecado. Graças à obra de Cristo, não ao nosso esforço.
O segundo problema consiste no problema do referencial criador. Se quem eu sou é determinado pela posição dos astros celestes, tiro de perspectiva o fato de ter sido planejada, em detalhes, não por algo mas, por alguém. Astros não possuem personalidade, pessoalidade, moral, caráter, ética, nem poder de escolha. Como eu, um ser pessoal, poderia ter sido originada pela inteligência de seres não pessoais? Eu, criatura, primordialmente um ser social, incapaz, contudo, de me relacionar com quem me criou. Podendo me relacionar com todos os outros seres sociais criados, mas todos nós impedidos de acessar um relacionamento com o que nos deu origem. Estrelas não entendem nada de política, casamento e amizade; gosto de pôr nesses termos simples.
Acreditar na origem de cada característica humana como fruto de um processo impessoal é tirar do homem qualquer referencial criador que tenha alguma espécie de semelhança conosco. O meu referencial criador passa a ser algo que não é semelhante a mim. Se quero entender quem sou procuro saber a posição das estrelas, dos astros e dos planetas, a natureza passa a ser meu referencial de identidade. Mas estrelas não possuem, se quer, personalidade. A relação do homem com a natureza não é embasada porque dessa segunda emana as justificativas de nossa personalidade e padrão de ação. Em vez disso, nossa personalidade é fruto da personalidade do próprio Deus, tendo sido forjada por ele mesmo, assim como por nossas relações humanas.
É até curioso que a Bíblia tanto insista em questões sobre o ensino das crianças, o exemplo, o testemunho, os hábitos, seja no âmbito familiar, religioso ou social. O que rege a personalidade humana é o próprio Deus e nossos semelhantes. Em outros termos, o homem foi criado após toda a natureza e foi-lhe dada a função de dominar, que quer dizer, cuidar, proteger, fazê-la prosperar, cultivar, liderar. Foi-lhe dada também a função de pôr nome nos animais, ali mesmo no jardim de Deus. O homem é, como dizemos, a coroa da criação. Aquele com quem Deus se encontra todas as tardes e afina relacionamento. Aquele a quem Deus, pessoal e infinito, ama e cria à sua própria imagem e semelhança. Aquele criado apenas um pouco menor que o próprio Deus (Salmo 8:5). Importantíssimo: o homem, aquele a quem Deus criou sem mediação de qualquer outro elemento criado. O homem, em corpo e alma, é projeto e fruto da própria trindade. Não, amigos, as estrelas, segundo a Bíblia, não sonharam, nem tiveram qualquer participação na nossa criação. Estavam exercendo bem a sua função de brilhar no céu!
É justamente sobre função onde repousa o terceiro problema visto. De fato, frustrante, talvez, mas a natureza não existe para revelar quem é o homem, a natureza existe para revelar a glória de Deus! A natureza aponta para Deus. Interpretar a natureza tendo nós como fim é como cavar um poço sem fundo, é uma busca infindável, irremediavelmente inútil. As estrelas são absolutamente incapazes de dizer algo sobre nós mesmos, simplesmente porque dia e noite elas estão contemplando a beleza inenarrável da glória e da majestade de Deus, fazendo coro com os anjos "santo, santo, santo é o Senhor todo poderoso". As estrelas não tem tempo para nós, amigos. Assim como, procurar nelas as respostas para nosso comportamento de trouxa, por exemplo, é biblicamente equivocado.
A natureza não discursa a respeito de nós, mas a respeito de Deus! O fato é que a única vez em que os céus falaram ou revelaram algo sobre um homem, eles ainda estavam falando sobre Deus, o Deus-menino, o Cristo, Jesus recém-nascido em Belém, deitado em uma manjedoura. Os astros estão olhando para o Deus infinito-pessoal e nós olhando para os astros. Que lástima! A natureza cumpre sua função de glorificar o Nome, apontar para o Criador, testemunhar do Seu Amor; nós ainda estamos perdidos na vida simplesmente porque não estamos olhando para Ele também. Àquele que prometeu deixar-se ser encontrado pelos homens (Jeremias 29:14) e que veio ele mesmo ao nosso encontro (Lucas 2:29-32). Mas, há remédio!
Da próxima vez que olhar para os seres celestes, ouça seus discursos e procure pela pessoa sobre quem eles estão falando. Os céus têm um assunto favorito, o único assunto do qual falam chama-se Deus-criador, Sua glória, Sua força, de eternidade à eternidade os céus proclamam a glória de Deus! Quando ouvimos os céus, então, olhamos para o Cristo, vemos a cruz, vemos o Pai, vemos o Espirito Santo, eles sim, estão falando um tanto de coisa sobre os homens. Desse Deus emana nossa origem, nossos comportamentos estranhos, nossas características tão únicas e nosso futuro.
É oportuno falar da estrela que fez um trajeto no céu só para apontar o recém-nascido Cordeiro de Deus que tiraria o pecado do mundo. É Dezembro, é quase Natal. É proveitoso lembrar que os céus, os astros, as estrelas, planetas e luas, pura e simplesmente, não são sobre nós. Nem o Natal é sobre presentes, parentes, festas, banquetes; nós. O Natal, assim como todo o resto da criação, aponta para Deus. É tudo sobre Ele. É tudo sobre Aquele que era, é e há de vir! Ele, nossa maior espera, Sua volta, nossa melhor expectativa. Ao olhar para o céu, procure-o. Ache o Cristo e junto com Ele você encontrará todas as outras coisas, inclusive você mesmo.
Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a ti, Senhor, minha Rocha e meu Resgatador! Salmo 19:14
Mal informado não quer dizer mal intencionado, só quer dizer que às vezes a gente precisa discutir um pouco mais nossas crenças e aprofundar as raízes. Após uma semana consumindo o conteúdo estranho à minha fé, hoje na devocional da manhã (11h é manhã ainda!) apresentei a Jesus o que tinha ouvido, dessa conversa saíram diversos esclarecimentos, dentre os quais descrevo abaixo. Conversamos sobre três importantes problemas, o primeiro do 'moral referencial', o segundo chamei de 'referencial criador', o terceiro de 'o problema da função da natureza'.
A posição dos astros celestes no dia e horário do meu nascimento determinam/influenciam minha personalidade, meu destino, minhas luzes e sombras, ou, defeitos e qualidades. Ao consultar meu mapa astral descubro o signo, a lua, o ascendente e tudo passa a fazer sentido... Bem, o problema dessa crença é: acreditando na minha origem como fruto da posição dos astros, então, minha origem é amoral não moral.
Se não há uma moral referencial geradora do meu ser, a quem devo dar conta das minhas sombras? Meus defeitos deixam de ser algo 'a ser resolvido' e passam a 'característica' ou como dizem uns 'desculpe, é que sou pisciana'. Se acredito em signos não tenho um ponto de referência para tratar minhas sombras, afinal, minha origem criadora está na posição dos astros e das estrelas. Minhas sombram deixam de ser fruto da minha rebelião contra Deus e passam a ser fruto da posição dos seres celestes. Minhas sombras perdem o caráter de pecado, ficam mais leves, afinal não é culpa da minha rebelião, é característica do meu signo.
Para um cristão é bastante problemático uma história capaz de amenizar a culpa moral real dos humanos diante do Deus Santo. A versão do cristianismo para o mal, para as sombras do homem, conta com a criação de um ser perfeito, feito à imagem e semelhança de alguém cuja moral é igualmente perfeita, nesse Criador não há sombras, assim, no homem não há sombras. Mas, após a rebelião do homem, sendo afastado do Pai das Luzes, há sombra. Há pecado. Há ofensa. Há quebra da moral perfeita. Se minhas sombras são justificadas pelo dia em que nasci e não porque estou em oposição a Deus, então terei sérias dificuldades em todo processo de santificação durante a vida presente.
Quem acredita em signo dificilmente pode carregar esperança. Pois tem um passado, um presente e um destino de sombra e luz, porque assim sua personalidade foi formada e não há nenhum motivo ou referencial para querer escapar de suas sombras. Para o cristão a história é outra. Nosso passado e futuro são de perfeita luz. Fomos criados perfeitos pelo perfeito Criador, nossas sombras são fruto da rebelião, fruto do afastamento da luz, nosso presente, nessa era, até o tempo da volta de Cristo é de luz e sombra, enquanto somos aperfeiçoados pelo arrependimento e perdão dos pecados. Nosso futuro é de luz, quando seremos glorificados e viveremos diante de Deus em perfeito estado de criação. Sem sombras, sem pecado. Graças à obra de Cristo, não ao nosso esforço.
Sem perda de significado você pode pular o trecho em vermelho:
(Surge aqui um possível sub-problema relacionado a tentativa de conciliação da astrologia com o criacionismo. Posso acreditar que Deus criou, pessoalmente, a mim, e para tanto, utilizou a posição dos astros para me conferir personalidade. Nesse caso surge uma questão importante: Deus planejou minhas sombras. Logo, Deus é o criador do mal que há em mim. Deus é o responsável último pelo mal do mundo. Ou, Deus apenas criou minhas luzes, então, por algum motivo, os astros saíram de controle e depositaram, em mim, sombras, usemos a Queda para justificar tal acontecimento. Nesse caso, a Criação fugiu ao domínio de Deus, logo, não podemos confiar tanto assim nEle, no Seu poder, na Sua capacidade salvífica. Bem...)
O segundo problema consiste no problema do referencial criador. Se quem eu sou é determinado pela posição dos astros celestes, tiro de perspectiva o fato de ter sido planejada, em detalhes, não por algo mas, por alguém. Astros não possuem personalidade, pessoalidade, moral, caráter, ética, nem poder de escolha. Como eu, um ser pessoal, poderia ter sido originada pela inteligência de seres não pessoais? Eu, criatura, primordialmente um ser social, incapaz, contudo, de me relacionar com quem me criou. Podendo me relacionar com todos os outros seres sociais criados, mas todos nós impedidos de acessar um relacionamento com o que nos deu origem. Estrelas não entendem nada de política, casamento e amizade; gosto de pôr nesses termos simples.
Acreditar na origem de cada característica humana como fruto de um processo impessoal é tirar do homem qualquer referencial criador que tenha alguma espécie de semelhança conosco. O meu referencial criador passa a ser algo que não é semelhante a mim. Se quero entender quem sou procuro saber a posição das estrelas, dos astros e dos planetas, a natureza passa a ser meu referencial de identidade. Mas estrelas não possuem, se quer, personalidade. A relação do homem com a natureza não é embasada porque dessa segunda emana as justificativas de nossa personalidade e padrão de ação. Em vez disso, nossa personalidade é fruto da personalidade do próprio Deus, tendo sido forjada por ele mesmo, assim como por nossas relações humanas.
É até curioso que a Bíblia tanto insista em questões sobre o ensino das crianças, o exemplo, o testemunho, os hábitos, seja no âmbito familiar, religioso ou social. O que rege a personalidade humana é o próprio Deus e nossos semelhantes. Em outros termos, o homem foi criado após toda a natureza e foi-lhe dada a função de dominar, que quer dizer, cuidar, proteger, fazê-la prosperar, cultivar, liderar. Foi-lhe dada também a função de pôr nome nos animais, ali mesmo no jardim de Deus. O homem é, como dizemos, a coroa da criação. Aquele com quem Deus se encontra todas as tardes e afina relacionamento. Aquele a quem Deus, pessoal e infinito, ama e cria à sua própria imagem e semelhança. Aquele criado apenas um pouco menor que o próprio Deus (Salmo 8:5). Importantíssimo: o homem, aquele a quem Deus criou sem mediação de qualquer outro elemento criado. O homem, em corpo e alma, é projeto e fruto da própria trindade. Não, amigos, as estrelas, segundo a Bíblia, não sonharam, nem tiveram qualquer participação na nossa criação. Estavam exercendo bem a sua função de brilhar no céu!
É justamente sobre função onde repousa o terceiro problema visto. De fato, frustrante, talvez, mas a natureza não existe para revelar quem é o homem, a natureza existe para revelar a glória de Deus! A natureza aponta para Deus. Interpretar a natureza tendo nós como fim é como cavar um poço sem fundo, é uma busca infindável, irremediavelmente inútil. As estrelas são absolutamente incapazes de dizer algo sobre nós mesmos, simplesmente porque dia e noite elas estão contemplando a beleza inenarrável da glória e da majestade de Deus, fazendo coro com os anjos "santo, santo, santo é o Senhor todo poderoso". As estrelas não tem tempo para nós, amigos. Assim como, procurar nelas as respostas para nosso comportamento de trouxa, por exemplo, é biblicamente equivocado.
A natureza não discursa a respeito de nós, mas a respeito de Deus! O fato é que a única vez em que os céus falaram ou revelaram algo sobre um homem, eles ainda estavam falando sobre Deus, o Deus-menino, o Cristo, Jesus recém-nascido em Belém, deitado em uma manjedoura. Os astros estão olhando para o Deus infinito-pessoal e nós olhando para os astros. Que lástima! A natureza cumpre sua função de glorificar o Nome, apontar para o Criador, testemunhar do Seu Amor; nós ainda estamos perdidos na vida simplesmente porque não estamos olhando para Ele também. Àquele que prometeu deixar-se ser encontrado pelos homens (Jeremias 29:14) e que veio ele mesmo ao nosso encontro (Lucas 2:29-32). Mas, há remédio!
Da próxima vez que olhar para os seres celestes, ouça seus discursos e procure pela pessoa sobre quem eles estão falando. Os céus têm um assunto favorito, o único assunto do qual falam chama-se Deus-criador, Sua glória, Sua força, de eternidade à eternidade os céus proclamam a glória de Deus! Quando ouvimos os céus, então, olhamos para o Cristo, vemos a cruz, vemos o Pai, vemos o Espirito Santo, eles sim, estão falando um tanto de coisa sobre os homens. Desse Deus emana nossa origem, nossos comportamentos estranhos, nossas características tão únicas e nosso futuro.
É oportuno falar da estrela que fez um trajeto no céu só para apontar o recém-nascido Cordeiro de Deus que tiraria o pecado do mundo. É Dezembro, é quase Natal. É proveitoso lembrar que os céus, os astros, as estrelas, planetas e luas, pura e simplesmente, não são sobre nós. Nem o Natal é sobre presentes, parentes, festas, banquetes; nós. O Natal, assim como todo o resto da criação, aponta para Deus. É tudo sobre Ele. É tudo sobre Aquele que era, é e há de vir! Ele, nossa maior espera, Sua volta, nossa melhor expectativa. Ao olhar para o céu, procure-o. Ache o Cristo e junto com Ele você encontrará todas as outras coisas, inclusive você mesmo.
Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a ti, Senhor, minha Rocha e meu Resgatador! Salmo 19:14
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