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Mostrando postagens de setembro, 2013

Carta

17 de Dezembro às 6:04h Não se engane, até eu me perguntava se era possível tal infortúnio. Contos bobos de gente desocupada, era o que sempre me pareceu. Até ser também tragada. E a esse monstro que mais acalenta que assombra devo todos os sonetos, todos os versos, todos os sonhos. Devo o mais querido pensamento forjado em alta madrugada por um coração apaixonado 17 de Dezembro às 6:28h Não pense que é sem pensar nem pesar que traduzo em letras a inquietação que se abate sobre a alma. Então, suplico: piedade! Suplico piedade em apressar-se na resposta. Na resposta, no julgamento, no desdém. Piedade ao dizer "não é possível haver". Pensando mais um pouco, talvez, até pode ser, que... quem sabe, haveria de ser, um dia. Se puder. Pense bem. Sinta melhor. Pondere tudo. Mas se ao ponderar ainda não puder ser, bem, pondere ainda melhor 17 de Dezembro às 8:32h Não é sem temor que ponho meu rei frente à sua rainha num tabuleiro vazio. Resta orar aos céus. Talvez a rainha ...

Ah, os casamentos!

A igreja estava cheia, os convidados todos tinham chegado. O noivo prontamente nervoso no altar. O padre entendiado de tanto esperar. O pai da noiva com cara de poodle carente. O pai do noivo em euforia carnavalesca. Os primos do noivo apostando se ele teria mesmo coragem de casar-se com uma mulher. A mãe da noiva preocupada em o neto nunca chegar. A mãe do noivo de peito aliviado, calando as más bocas insistentes das tias. As tias velhas ainda na dúvida sobre a macheza do rapaz. O irmão da noiva com cara de quem quer chorar, dando pinta, ao lado da esposa, em pleno altar. Os convidados contidos em risos, de olhares curiosos e especulativos. A mãe da noiva aperreada de esperar entra pelos fundos da igreja afim da filha apressar. Não muitos minutos se passam; um sinal mal interpretado dá motivo pra trilha sonora iniciar o espetáculo. Valsa nupcial! Todos de pé! Vai acontecer! Moças emocionadas limpam as lágrimas. Pais de solteiras encalhadas elevam aos céus causas perdi...