Há tanto que imaginei
Há tanto tanto que imaginei quando não podia olhar por trás daquela densa neblina você não se lembra de nada desatento que estava eu bem sei é eu notei Tempo de menos para ver cada segundinho aproveitado filmando cabelo pescoço barba a cor dos seus olhos até hoje não sei tinha de ter olhado de frente bobinha estive escondida como malandra que se põe tímida Eu te chamaria de meu bem não fosse a rachadura inconsertável entre você e eu; bandeiras nacionais coisas de gente sem sorte Não me chame mais de doida varrida varri o desprezo junto do afeto um pegou a cor do outro já não se pode conter o efeito da mistura amarga amarelada veneno de desesperança o efeito em mim há de durar poucos dias Nasci desvocacionada para sofrer sou péssima nisso de andar triste Embebida de sonhos coloridos e poesia caminho mais adiante com coração ardente e olhos vivos corroída e refeita de expectativa tão humana e esperançosa A substância doce e perdurante não achei em ti ainda...