Afetados
'Que Teu afeto me afetou é fato' se não fosse O Teatro Mágico cantando, talvez eu nunca tivesse chegado a tão sucinta oração cheia de significado.
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Não são poucas as coisas capazes de afetar a gente, abalar nossas estruturas e bagunçar nossas crenças. O natural é sermos medonhamente feridos na convivência com pessoas perturbadas, desorientadas, constantemente em crise, imersas em dilemas mal resolvidos. Mas, todo sofrimento humano pode ser superado. Uma hora vira força aquilo que antes foi fraqueza e desencadeou crises de choro e tristeza. Superamos cada obstáculo simplesmente porque instintivamente lutamos pela sobrevivência, pela vida e pela continuidade.
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No entanto, há um tipo de abalo do qual somos incapazes de superar. Um tipo de abalo que nos modifica por inteiro, de dentro para fora, não há recuperação, não há resiliência que nos faça voltar ao estado anterior ao abalo. É o abalo do encontro real, o encontro no tempo e no espaço, o encontro objetivo com Jesus de Nazaré. Encontrar-se diante do Justo é encarar a própria injustiça, incapaz de ser remediada. Encarar o Santo é enxergar a total degeneração objetivamente presente em nosso corpo e alma. Encontrar com Jesus é encarar a face do Amor e da Segurança. É enxergar a Salvação de nós mesmos. É um tipo de abalo impossível de ser ignorado.
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Jesus afetou o mundo com seu nascimento discreto, embora anunciado por um coral de anjos e uma estrela no céu. Um nascimento escandaloso não por ser pomposo, mas justamente por ser simples demais para o Filho de Deus. Jesus não nasceu rodeado de confortáveis construções humanas, nasceu rodeado da própria criação. Humanos, seu pais, e animais assistindo ao nascimento daquele que os fez nascer. Isso não dá um nó na sua cabeça? Jesus, o Filho de Deus, presente no início da Criação, presente e atuante todo o tempo enquanto plantas e animais eram trazidos à vida, agora participa do sistema que ele mesmo criou e agora a natureza criada pode ver o nascimento do Criador!
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Jesus afetou o mundo ao compreender as Escrituras desde pequeno, a servir sua família aprendendo a profissão do pai José, ao libertar pessoas presas a doenças, demônios e mesmo presas a morte, ao explicar o beabá do Reino de Deus e trazer luz às pessoas explicando o que realmente agradava a Deus e o caminho traçado por Ele para a Salvação. Jesus afetou o mundo com seus milagres, com seu trabalho de Mestre, com suas palavras de conforto e de confronto, com seu interesse pela justiça e pelos desprezados (sejam eles ricos ou pobres, homens ou mulheres, pequenos ou grandes), com a chama de esperança que ascendeu no coração daqueles que criam. Jesus afetou o mundo com sua morte sacrificial e voluntária. Jesus afetou o mundo com sua ressurreição. Aquele que foi morto e sepultado, ao terceiro dia ressuscitou e nos garantiu a salvação impossível de ser garantida pelas nossas boas ações. Não podíamos impressionar Deus, não podíamos satisfazê-lo, Jesus o fez.
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O nascimento do Messias (lá de Belém) foi necessário. Ele é a prova de que estava tudo irremediavelmente fora do lugar. Se pudéssemos resolver alguma coisa Jesus não precisava ter nascido, mas é justamente o fato de sermos incompetentes para dar conta de nós e do mundo que Ele precisava vir e garantir um futuro. Ele não veio como quem vem a amigos, Ele veio como quem vem a inimigos. Exatamente o que éramos antes da mensagem do Evangelho. Antes inimigos de Deus, agora amigos de Deus por causa da morte e ressurreição de Jesus, o Cristo de Deus. Aquele que nos garante vida agora e vida futura.
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A mesa do Natal, os amigos, a família, os presentes, que todas essas coisas nos sirvam de lembrança da esperança futura. A esperança de que no dia que Ele já determinou, sentaremos todos à mesa de Deus, restaurados e glorificados, limpos e alegres, finalmente em condições de vivermos uma comunhão inabalável porque já não haverá pecado. Jesus nos garantiu tal refeição. Pensar nela modifica a percepção sobre qualquer mesa posta. Seja ela pomposa ou não. Assim como modifica nossos interesses e nos ajuda a perceber essa festa como oportunidade de servir àqueles que não tem família por perto, por exemplo. Quem serve a um Deus hospitaleiro é afetado por sua bondade e uma hora aprende a estender isso a outros! Afinal, uma vez que o Cristo nos afeta com a verdade sobre Ele e a realidade sobre nossa antiga condição de inimigos rebeldes, agora amados, perdoados, feitos filhos, jamais poderemos ser os mesmos.
Sigo afetada. Abalada. Irremediavelmente salva. E grata!
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Não são poucas as coisas capazes de afetar a gente, abalar nossas estruturas e bagunçar nossas crenças. O natural é sermos medonhamente feridos na convivência com pessoas perturbadas, desorientadas, constantemente em crise, imersas em dilemas mal resolvidos. Mas, todo sofrimento humano pode ser superado. Uma hora vira força aquilo que antes foi fraqueza e desencadeou crises de choro e tristeza. Superamos cada obstáculo simplesmente porque instintivamente lutamos pela sobrevivência, pela vida e pela continuidade.
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No entanto, há um tipo de abalo do qual somos incapazes de superar. Um tipo de abalo que nos modifica por inteiro, de dentro para fora, não há recuperação, não há resiliência que nos faça voltar ao estado anterior ao abalo. É o abalo do encontro real, o encontro no tempo e no espaço, o encontro objetivo com Jesus de Nazaré. Encontrar-se diante do Justo é encarar a própria injustiça, incapaz de ser remediada. Encarar o Santo é enxergar a total degeneração objetivamente presente em nosso corpo e alma. Encontrar com Jesus é encarar a face do Amor e da Segurança. É enxergar a Salvação de nós mesmos. É um tipo de abalo impossível de ser ignorado.
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Jesus afetou o mundo com seu nascimento discreto, embora anunciado por um coral de anjos e uma estrela no céu. Um nascimento escandaloso não por ser pomposo, mas justamente por ser simples demais para o Filho de Deus. Jesus não nasceu rodeado de confortáveis construções humanas, nasceu rodeado da própria criação. Humanos, seu pais, e animais assistindo ao nascimento daquele que os fez nascer. Isso não dá um nó na sua cabeça? Jesus, o Filho de Deus, presente no início da Criação, presente e atuante todo o tempo enquanto plantas e animais eram trazidos à vida, agora participa do sistema que ele mesmo criou e agora a natureza criada pode ver o nascimento do Criador!
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Jesus afetou o mundo ao compreender as Escrituras desde pequeno, a servir sua família aprendendo a profissão do pai José, ao libertar pessoas presas a doenças, demônios e mesmo presas a morte, ao explicar o beabá do Reino de Deus e trazer luz às pessoas explicando o que realmente agradava a Deus e o caminho traçado por Ele para a Salvação. Jesus afetou o mundo com seus milagres, com seu trabalho de Mestre, com suas palavras de conforto e de confronto, com seu interesse pela justiça e pelos desprezados (sejam eles ricos ou pobres, homens ou mulheres, pequenos ou grandes), com a chama de esperança que ascendeu no coração daqueles que criam. Jesus afetou o mundo com sua morte sacrificial e voluntária. Jesus afetou o mundo com sua ressurreição. Aquele que foi morto e sepultado, ao terceiro dia ressuscitou e nos garantiu a salvação impossível de ser garantida pelas nossas boas ações. Não podíamos impressionar Deus, não podíamos satisfazê-lo, Jesus o fez.
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O nascimento do Messias (lá de Belém) foi necessário. Ele é a prova de que estava tudo irremediavelmente fora do lugar. Se pudéssemos resolver alguma coisa Jesus não precisava ter nascido, mas é justamente o fato de sermos incompetentes para dar conta de nós e do mundo que Ele precisava vir e garantir um futuro. Ele não veio como quem vem a amigos, Ele veio como quem vem a inimigos. Exatamente o que éramos antes da mensagem do Evangelho. Antes inimigos de Deus, agora amigos de Deus por causa da morte e ressurreição de Jesus, o Cristo de Deus. Aquele que nos garante vida agora e vida futura.
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A mesa do Natal, os amigos, a família, os presentes, que todas essas coisas nos sirvam de lembrança da esperança futura. A esperança de que no dia que Ele já determinou, sentaremos todos à mesa de Deus, restaurados e glorificados, limpos e alegres, finalmente em condições de vivermos uma comunhão inabalável porque já não haverá pecado. Jesus nos garantiu tal refeição. Pensar nela modifica a percepção sobre qualquer mesa posta. Seja ela pomposa ou não. Assim como modifica nossos interesses e nos ajuda a perceber essa festa como oportunidade de servir àqueles que não tem família por perto, por exemplo. Quem serve a um Deus hospitaleiro é afetado por sua bondade e uma hora aprende a estender isso a outros! Afinal, uma vez que o Cristo nos afeta com a verdade sobre Ele e a realidade sobre nossa antiga condição de inimigos rebeldes, agora amados, perdoados, feitos filhos, jamais poderemos ser os mesmos.
Sigo afetada. Abalada. Irremediavelmente salva. E grata!
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