Sobre riqueza, trabalho e dízimo (parte 1)
Quando estava no fundamental I comecei a vender bijouteria. Havia uma lojinha uns dez minutos de distância à pé da minha casa que vendia vários tipos de miçanga e outros materiais de montagem, minha mãe ia comigo, ajudava a escolher as peças e pagava por tudo, é claro. Valeu, mãe! Naquele período, gastava algumas horas das minhas tardes sentada no chão cinza do quarto, montando pulseiras; eu amava montar pulseiras e colares. Embalava cada peça, algumas eram conjuntos, precificava e aguardava o outro dia de manhã para vender na escola. Todas as peças eram feitas com nylon mesmo, arrematadas com um nó nas pontas. Meu objetivo de médio prazo era evoluir as peças, comprar um alicate e começar a trabalhar com fechos melhores. Vender era a parte ruim. Tinha vergonha demais. Custava muito apresentar os produtos na coordenação e para as professoras - o público mais endinheirado - mas ainda conseguia vender uma peça ou outra para elas. Vendia mais para as amigas próximas mesmo e voltava feliz ...