Caminhar é preciso
Caminhar é preciso. Porque o dia nasce de novo e nasce bonito, e é como tem que ser. Cada dia merece sua chance de ser um dia por completo, não resto do dia de ontem ou só parte do possível amanhã. Cada dia espera por suas lutas e confusões, por suas benesses também. Sem ser furtado, ser vivido e cuidado. Algumas pessoas só precisam de resoluções. Dessas simples e curtas para fazer valer o dia. Garantir umas tarefas pequenas com feito no final. Nada complexo ou grande demais, uns planos pequeninos que as forcem à realidade e praticidade de cada dia. Umas rotinas simples mas que façam sentido para si mesmas. Outras pessoas carecem de mais de duas mãos. Carecem de outros que sirvam de apoio e cobrança; daquelas cobranças boas que nos fazem avançar em direção ao pote de ouro. Precisam de gente fazendo aquelas perguntas realizou o prometido? e lembrando da agenda que se tem a cumprir. Há quem precise dar-se um tempo de pausa. Daquelas pausas que nos questionam e fazem pensar. Aquelas pausas que mudam o curso da rotina, das metas, das relações. Daquelas pausas que chacoalham o que parecia a regra. Essas tais nos lançam o olhar na direção dos resultados das tantas coisas que fazemos e nos perguntam se são suficientes. Se valem a pena. Se são coerentes. Se são vazias ou cheias de sentido. Há quem precise pausar, observar, ajustar a rota e continuar. Caminhar com novas metas. Caminhar com alguém. Caminhar mais com nós mesmos. Tanto faz que tipo de quem a gente é: a gente até pode ser todas essas, numa mistura colorida onde cada agora se pinta diferente. Um dia é uma, no outro dia é outra. O importante é saber que independente de qual que o quem nos leva a fazer: caminhar é preciso. Até quando caminhar significa
parar.
parar.
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