Há tanto que imaginei

Há tanto tanto que imaginei
quando não podia olhar por trás
daquela densa neblina
você não se lembra de nada
desatento que estava
eu bem sei é eu notei
Tempo de menos para ver
cada segundinho aproveitado
filmando cabelo pescoço barba
a cor dos seus olhos até hoje não sei
tinha de ter olhado de frente
bobinha estive escondida
como malandra que se põe tímida
Eu te chamaria de meu bem
não fosse a rachadura inconsertável
entre você e eu; bandeiras nacionais
coisas de gente sem sorte
Não me chame mais de doida varrida
varri o desprezo junto do afeto
um pegou a cor do outro
já não se pode conter o efeito
da mistura amarga amarelada
veneno de desesperança
o efeito em mim há de durar poucos dias
Nasci desvocacionada para sofrer
sou péssima nisso de andar triste
Embebida de sonhos coloridos e poesia
caminho mais adiante
com coração ardente e olhos vivos
corroída e refeita de expectativa
tão humana e esperançosa
A substância doce e perdurante
não achei em ti ainda
acharei logo ali adiante
porque se espero é porque há
e havendo ouso e me ponho a procurar
a gente sabe:
Quem procura acaba por achar

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você precisa para de fugir do trabalho (parte 1)

Alegria na obediência: minha experiência com a igreja local

Breves considerações sobre Paulo, o fazedor de tendas.