Inícios
Inícios são péssimos. Um tanto dramáticos, esquisitos e desajeitados. Inícios são como uma roupa desconfortável.
Você também os sente assim?
São incertos e pouco previsíveis. É como tomar sorvete caminhando ao lado de um estranho. A gente não sabe se deve se concentrar no sorvete, nos passos à frente ou só em não se sujar completamente. A tensão daqueles minutos parecem durar uma vida! É como os primeiros dias em um emprego novo. Você não sabe se está rindo demais ou rindo de menos, se é pra ser muito simpático ou mais sisudo afim de causar boa impressão. É para falar com todo mundo logo de cara ou deixar que os contatos se deem de maneira natural com o passar o tempo (?). É a interrogação constante se o ritmo do trabalho está sendo suficiente, se está rápido demais ou se você é mais lento que a pessoa anterior no cargo. A combinação da euforia do novo com a ainda desconhecida objetividade e sistemática da nova rotina. Inícios são inquietantes mesmo. Podem ser confusos por não fazerem muito sentido, por fugirem do curso da vida já dominado, por criarem bifurcações até então ausentes.
Início é promessa sem garantia. É o desconforto dos confortavelmente preguiçosos. A chance de coragem dos colecionadores de medo. Para os pés estacionados, é o vislumbre de um horizonte que merece ser buscado. O formigueiro debaixo das nádegas dos que passam a vida inteira sentados. Inícios carregam pitadas de angústia para dentro da alma, trazem em si pílulas de expectativas. Atravessam sorrateiramente as linhas organizadas do planejamento e plantam suas sementes de bagunça. Como brisa bem suave, despercebidos e discretos, acomodam-se ao lado; são belos demais para serem rechaçados, eles bem sabem. Há deles que confrontam, às vezes tiranos, às vezes berrantes, por vezes inevitáveis. Desse último tipo todos temos, uma hora ou outra atravessam nossa porta, chacoalham as estantes e vão embora.
Inícios são necessários, não há como fugir. E olhe, escute bem aqui: atente-se para eles, podem ser presentes raros, desses mimos de valor imensurável, que a Graça do Altíssimo fez, através do vento, através do tempo, como prova de bondade, trazer para ti.
Você também os sente assim?
São incertos e pouco previsíveis. É como tomar sorvete caminhando ao lado de um estranho. A gente não sabe se deve se concentrar no sorvete, nos passos à frente ou só em não se sujar completamente. A tensão daqueles minutos parecem durar uma vida! É como os primeiros dias em um emprego novo. Você não sabe se está rindo demais ou rindo de menos, se é pra ser muito simpático ou mais sisudo afim de causar boa impressão. É para falar com todo mundo logo de cara ou deixar que os contatos se deem de maneira natural com o passar o tempo (?). É a interrogação constante se o ritmo do trabalho está sendo suficiente, se está rápido demais ou se você é mais lento que a pessoa anterior no cargo. A combinação da euforia do novo com a ainda desconhecida objetividade e sistemática da nova rotina. Inícios são inquietantes mesmo. Podem ser confusos por não fazerem muito sentido, por fugirem do curso da vida já dominado, por criarem bifurcações até então ausentes.
Início é promessa sem garantia. É o desconforto dos confortavelmente preguiçosos. A chance de coragem dos colecionadores de medo. Para os pés estacionados, é o vislumbre de um horizonte que merece ser buscado. O formigueiro debaixo das nádegas dos que passam a vida inteira sentados. Inícios carregam pitadas de angústia para dentro da alma, trazem em si pílulas de expectativas. Atravessam sorrateiramente as linhas organizadas do planejamento e plantam suas sementes de bagunça. Como brisa bem suave, despercebidos e discretos, acomodam-se ao lado; são belos demais para serem rechaçados, eles bem sabem. Há deles que confrontam, às vezes tiranos, às vezes berrantes, por vezes inevitáveis. Desse último tipo todos temos, uma hora ou outra atravessam nossa porta, chacoalham as estantes e vão embora.
Inícios são necessários, não há como fugir. E olhe, escute bem aqui: atente-se para eles, podem ser presentes raros, desses mimos de valor imensurável, que a Graça do Altíssimo fez, através do vento, através do tempo, como prova de bondade, trazer para ti.
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