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Eu me joguei escada abaixo como que atingida pelo fogo. A nuca bateu na quina do último degrau e parei no meio fio, de olhos fechados. A bolsa na cara e os livros espalhados. Fiquei quieta e fingi de morta. Um deles ia se aproximando pra sentir o pulso quando se assustou com o barulho da vidraça do primeiro andar que quebrou. Outro, mais distante, gritou: ta morta! ta morta! vamo-embora! corre! corre! Esperei até não ouvi-los mais e peguei o caminho oposto que dava na rua dos economistas. Depois de percorrer a avenida Caxangá, naquela noite, imersa num breu confortador, entrei na rua José Osório. Tava me esforçando para correr mais rápido que o sangue da minha testa corria pelo rosto. O objetivo era chegar em casa com algum sangue na veia.

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