É sempre sobre ela, ela que nunca chega e quando chega faz um estrago bom medonho! Inspiração.
Talvez ela não venha hoje, talvez nem amanhã. E ainda que falte não desisto do escrito. Forço, rendo, junto, crio palavras sem sentido que tragam razão ao que sinto. Porque tem que sair. De um jeito ou dois ou três. Continuo esperando que venha. E enquanto espero treino a palavra a existir. Porque inspiração é prêmio de quem lapidando o que pensa acha poesia.
Ele está trabalhando na página há dias, parece nunca satisfeito, nunca pronto, nunca certo, nunca bom. Escreve, apaga e reescreve. Vai nesse ritmo e nunca avança. Pensa que nunca avança. Eu sei que avança. Porque escrever não é quantidade, é sentimento. Espero que trabalhe muito até que me aproxime. Ainda não é tempo de ir. Estou a poucos metros da escrivaninha. Sentado a passos de mim está o poeta. Martirizando-se entre versos desconexos que sozinhos são reais e parecem juntos não formar corpo que funcione. É alta madrugada e quase desiste se não fosse pelo gole de café fervendo que o mantem acordado. Mas a alma parece dormir, assim inerte há dias, ele errado acredita. A alma está conectada aos dedos que escrevem fora de contexto sentimentos, sonhos, dúvidas, ânimos. Ainda há o que extrair. Ainda não é tempo de ir. Quando tudo conseguir sair, ai sim me aproximarei! E das frases sem sentido darei juntamentos necessários para que o intelecto limitado pela razão absorva. Quando absorver alimentará tantas almas sedentas por poesia. Leitores ávidos por conhecer o mundo sob olhos de outros. Porque eu trabalho para os que já trabalham. Eu vou até os que lapidam a própria alma e os ajudo a encontrar poesia.
Ele está trabalhando na página há dias, parece nunca satisfeito, nunca pronto, nunca certo, nunca bom. Escreve, apaga e reescreve. Vai nesse ritmo e nunca avança. Pensa que nunca avança. Eu sei que avança. Porque escrever não é quantidade, é sentimento. Espero que trabalhe muito até que me aproxime. Ainda não é tempo de ir. Estou a poucos metros da escrivaninha. Sentado a passos de mim está o poeta. Martirizando-se entre versos desconexos que sozinhos são reais e parecem juntos não formar corpo que funcione. É alta madrugada e quase desiste se não fosse pelo gole de café fervendo que o mantem acordado. Mas a alma parece dormir, assim inerte há dias, ele errado acredita. A alma está conectada aos dedos que escrevem fora de contexto sentimentos, sonhos, dúvidas, ânimos. Ainda há o que extrair. Ainda não é tempo de ir. Quando tudo conseguir sair, ai sim me aproximarei! E das frases sem sentido darei juntamentos necessários para que o intelecto limitado pela razão absorva. Quando absorver alimentará tantas almas sedentas por poesia. Leitores ávidos por conhecer o mundo sob olhos de outros. Porque eu trabalho para os que já trabalham. Eu vou até os que lapidam a própria alma e os ajudo a encontrar poesia.
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